TÁ NA MÃO
 
A Vanguarda do Notebook
 
MAIS POTENTES E ATRAENTES, OS NOVOS MODELOS DE LAPTOPS SÃO AINDA MAIS LEVES, PORTÁTEIS E FUNCIONAIS

TEXTO POR RENATO BRASILEIRO

 



NÃO É DE HOJE que o mercado brasileiro de informática está muito bem aquecido. Desde 2005 a crescente venda de computadores tem animado os fabricantes.Esse momento se deve principalmente ao dólar baixo – favorecendo a importação de tecnologias e equipamentos – e aos subsídios oferecidos pelo governo, dando a esses aparelhos um preço final bem acessível.

 

Para entender melhor esse movimento, é bom lembrar que, até o início de 2007, o preço médio de um notebook era de R$ 7.360. No final desse mesmo ano, o valor tinha caído para cerca de R$ 2,6 mil.

 

Dados do IDC Brasil (International Data Corporation – líder mundial em inteligência de mercado de tecnologia da informação) apontam que mais de 1,6 milhão de laptops foram vendidos no Brasil durante 2007, um aumento de 153% em relação a 2006. Para este ano o IDC prevê crescimento de 101%, o que significará mais de 3 milhões de unidades comercializadas, colocando o mercado brasileiro como o principal de toda a América Latina.

 

 

Item de luxo? Não, de uso!


Apostando na tendência de alta definição, a Sony já nos brindou com portáteis com drive reprodutor e gravador de Blu-ray (modelo FW 180AE), tela real widescreen 16x9” e processador Intel Centrino 2, capaz de suportar a reprodução de vídeos em alta definição.

Outro ponto explorado pela fabricante é o exterior dos  notebooks. “Hoje o computador não fica mais no escritório ou no quarto. Ele passeia pela casa”, afirma Gustavo Araújo, gerente de produtos da linha Vaio. Ele diz que antes do Natal chegará ao Brasil o Vaio Z. “Ele será feito em fibra de carbono, um material mais bonito e muito mais resistente”, adianta.

 

Outra inovação é o Gsensor. “Essa tecnologia fica ligada 100% do tempo, além de detectar quando o notebook está trepidando ou em queda, retirando a agulha do disco rígido e protegendo os dados gravados”, diz.

 

A autonomia também aumentou. Capaz de suportar até quatro horas ligadas, as baterias dessas máquinas estão sendo desenvolvidas com novos materiais e em formatos diferentes, aumentando a vida útil da real portabilidade desses aparelhos. “Em breve, o mercado terá itens que durarão até 12 horas”, revela Gustavo Araújo.

 

 

A vez dos ultraportáteis


No começo deste ano, veio uma nova “safra”. Apesar desses laptops não atingirem o sonhado US$ 100 (o que, de acordo com especialistas e ONGs, acabará com a exclusão digital), os minilaptops pretendem conquistar o mundo em breve.

 

Dados da consultoria internacional Gartner apontam estimativas de mais de 50 milhões de peças vendidas no mundo até 2012. Mesmo criticada, essa versão compacta já tem vários fãs. “Não abro mão do meu. Ele me auxilia no dia-a-dia justamente por ser muito pequeno e bastante funcional”, diz o técnico em informática Omar Filho, 34.

 

Apesar das poucas marcas e modelos disponíveis, essas máquinas não deixam de ter design. A nova linha Mobo (os minilaptops da Positivo) mostra que as previsões da Gartner podem se cumprir. Inteiramente  brancos, os Mobos oferecem até 160 GB em HD, 512 MB de memória RAM, webcam de 1.3 megapixels e placa de rede e sistemas wireless integrados.

 

Extras


- Niue, uma ilha no sul do Oceano Pacífico, foi a primeira nação a distribuir laptops para todas as crianças. Não por menos, o país tem cerca de 1,5 mil habitantes

- Mais cores, formatos, pesos e medidas. Os novos notebooks priorizam cada vez mais a funcionalidade e o uso diário das máquinas

 

Nas duas décadas desde sua primeira aparição no mercado, os notebooks perderam peso e  ganharam em desempenho e design

 

1981 | O Osborne 1 é tido como primeiro laptop do mundo (apesar das controvérsias). Com uma tela de 5” e custando quase US$ 2 mil, ele nunca foi um sucesso de vendas. Dá para perceber o porquê.


1983 | O Tandy 100, feito pela Kyocera, não é um marco tecnológico. Mas o curioso é que Bill Gates, pessoalmente, desenvolveu os softwares para essa máquina.


1984 | Um dos primeiros portáteis criado pela IBM 5155, com 15 kg, também não emplacou. Tinha monitor monocromático e dois drives de disquetes 5” ¼.


1988 | O primeiro a se parecer com os notebooks atuais pesava mais de 6 kg. Com drive de disquete
de 3,5”, o Compaq SLT/286 foi o precursor em ter HD de 20 ou 40 MB, dependendo do modelo.


1989 | Verdadeiro “computador de colo”, o NEC Ultralite pesava 2 kg, tornando possível deixá-lo  sobre as pernas. O HD minguado (2 MB) era compensado pelo pioneiro modem interno.


1991 | A Apple, em parceria com a Sony, lançou três modelos: Macintosh Power Book 100, 140 (foto) e 170. Todos com telas de 9,8” e até 80 MB de espaço em disco rígido.


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