PERSONAL TRAINER
 
Executivo de magrela
 
DIVIDIDO ENTRE O AR CONDICIONADO DO ESCRITÓRIO E O BARRO DAS TRILHAS, SÉRGIO BOTTER DECLARA SUA PAIXÃO PELA MOUNTAIN BIKE E SEUS SACRIFÍCIOS PELO ESPORTE.
POR MARJORIE ZOPPEI


UM ATLETA de dupla jornada, conciliando 12h de trabalho e treinos de mountain bike. Essa é a rotina de Sérgio Botter, executivo sênior de sistemas do Grupo Tegma. Aos 34 anos, ele é atleta amador de ciclismo. O interesse pelo esporte cresceu em 1992, quando morava em Juiz de Fora, MG. Começou como qualquer curioso, pedalando sem rumo e sem orientações. Quando ele percebeu seu potencial, investiu na atividade: com um professor particular e disciplina na execução dos exercícios, ele chegou a participar de alguns campeonatos e até a pensar em lucrar com isso. Em 2007, lançou o site MTBTrip Bike Club Paranapiacaba (www.mtbtrip.com.br) para divulgar o pedal. Ele conta um pouco dessa trajetória sobre duas rodas na entrevista a seguir:


O que o esporte fez por você?
Mudou minha vida em todos os sentidos. Eu me sinto melhor física e psicologicamente. Meu dia está mais produtivo, estou com muito mais disposição e zero de preguiça. Tenho uma rotina de treinos com alguns descansos intercalados. Durante as competições, solto todo o estresse do dia-a-dia. Estou mais regrado com horário e alimentação, e aprendi a respeitar meus limites.

Dividido entre trabalho e treinos, como convive com a sua família?
Sou casado e tenho uma filha linda de um ano, Julia. Michele, minha esposa, me apóia, mas não pratica exercícios com bikes. Prefere ioga e caminhada,coisas mais leves. A Julinha tem um uniforme da equipe no tamanho dela, sensacional!

Qual foi seu incentivo para começar a praticar o ciclismo?
Foi conhecer alguns atletas quando moravam em Minas Gerais. Foram nomes da época que viviam em minha cidade. Nesse tempo, em 1992, a mountain bike estava começando a se difundir no Brasil.

Como é a sua rotina de treino?
Disciplinada e muito metódica. Segunda-feira é descanso. Terça-feira, um giro de 1h30 em trecho plano, sem deixar os batimentos ultrapassarem 155 por minuto. Quarta-feira, descanso. Quinta-feira, percorro, aproximadamente, uns 60 km por ruas da Grande São Paulo. Sexta feira é folga. Sábado e domingo, trilhas, treino intenso com subidas e trechos técnicos.

Há outros empresários que pedalam no seu grupo?
Na minha equipe, não. Mas conheço muitos executivos que pedalam por lazer ou competição. Isso vem crescendo neste meio de profissionais e é oportunidade de network.

A bicicleta mudou o seu network?
A bike está se transformando no meu principal foco de renda. Patrocinadores e apoios são raridades. Minha meta é montar, em breve, uma loja com uma oficina especializada e organizar eventos maiores, como competições.

Você divulga ou incentiva outros a praticarem?
Divulgo, sim. Falo dos passeios, provas e pedaladas que organizo. Não incentivo quando vou treinar, pois o ritmo é forte e isso pode causar problemas para uma pessoa que não está habituada com o exercício.

Quais as suas funções no MTB Trip?
Sou responsável por toda a parte tecnológica de apresentação das trilhas, mapas e levantamento dos trajetos. Além de escrever para alguns sites especializados.

E já tem algum resultado?
Fechamos um acordo com Marcio Ravelli, organizador do GP Ravelli, um campeonato de mountain bike do interior de São Paulo. Faremos a parte tecnológica das informações, como altimetria e mapas para uso no GPS.

Tem alguma semelhança entre a empresa e a bicicleta?
Nos dois, o meu trabalho é controlar, analisar e desenvolver sistemas logísticos que facilitam toda a rotina de movimentação da turma (risos ).

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